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08/12/2020

Manoela Pontual conquista bronze no Mundial de Poomsae

Mundial de Poomsae 2020

 

Rio de Janeiro - O Brasil conquistou a primeira medalha no Campeonato Mundial de Poomsae com a terceira colocação da Manoela Pontual, na categoria sub 50 anos, individual. A brasileira somou 6.990 pontos na fase final realizada ao vivo, em modo online. No mesmo dia, Marcio Losada conquistou a quinta posição na prova masculina da categoria sub 50, com 6.930 pontos. 

No feminino, o primeiro lugar ficou com Y Kim, da Coreia, com 7.040 pontos, seguida por J Nukari, da Finlândia, 7040 pontos. Com a mesma pontuação da brasileira, a norte-americanana  T Nguyen também conquistou o bronze.

No masculino o pódio foi formado por J Lee, da Coréia (7.250), P Yang, dos Estados Unidos (7.200), com ouro e prata, respectivamente. M Hatami, do Irã (7120) e N Konanc, da Turquia (6.970) levaram os bronzes. 

Com a conquista desta medalha de bronze, Manoela tornou-se a atelta de poomsae do Brasil com mais conquistas de medalhas em Campeonatos Mundiais, em provas individuais. A Brasileira igualou o feito que conquistou na edição de 2014, na ocasião pela categoria sub 40, e soma duas conquistas em provas solos. Em dupla Manoela também já conquistou a terceira colocação, ao lado de Marcio Losada, na edição de 2016.

- Foi um Mundial bem diferente, com essa sistema que a gente não está acostumado. Desde agosto estamos participando de alguns eventos para acostumar com o torneio online. Foi cansativo, porque estávamos quase um mês, um período muito longo, em competição. Fizemos a eliminatória, treinando bastante para filmar, analisando as gravações, corrigindo, para que possamos melhorar. Depois da eliminatória já continuamos treinando e fazendo as filmagens, então foi muito tempo em clima de competição. Foi muito legal, valeu muito e foi bom para a gente poder se ver, tendo a oportunidade de ver erros que a gente não entendia que cometia. Esse sistema online fez com que a gente melhorasse muito - comentou Maneola.

Na eliminatória a brasileira somou a pontuação mais alta da fase inicial e garantiu a vaga na semifinal, com 7.070 pontos.

- Na final foi tudo ao vivo e entrou muito forte a questão emocional, para todos os atletas. Foi difícil para controlar o fator emocional, ainda mais que eu tinha muita chance de conseguir uma medalha e uma medalha de ouro. A campeã foi uma coreana, Coreia é um País muito forte e todos sabem, mas antigamente a gente se impressionava muito com esses países, hoje em dia não vemos eles tão distantes. O Brasil melhorou tanto que a gente se aproximou muito e agora eu vi a atleta coreana da minha categoria e ela não é melhor do que eu. Ela esteve melhor do que eu no evento, mas hoje em dia eu me vejo com totais chances de vencer uma atleta como ela. No poomsae o difícil é que um detalhe faz total diferença na nota e as notas são muito próximas. É tudo muito criterioso, com sete árbitros atuando e um detalhe faz toda diferença - complementou Manoela.

Com a decisão sendo ao vivo, Manoela relatou os pontos principais da sua apresentação "comecei a final muito bem, fiz o primeiro poomsae muito bem, o Presidente do Poomsae da WT narrava o evento e elogiou muito meu poomsae. No segunda poomsae eu tive um erro de desequilíbrio no chute e fez com que eu perdesse a medalha de prata. O ouro ficaria com a coreana mesmo, mas tive um pequeno deslize, que no alto nível fez toda a diferença. Na hora fiquei chateada porque eu queria um resultado melhor, mas eu já cheguei lá, estou entre as melhores do mundo. Eu tinha condições de ser campeã. A coreana teve poucos erros, com um estilo diferente do meu, mas vejo que esta medalha de ouro está muito próxima de acontecer. Não só eu, mas vejo outros atletas da seleção com a capacidade de alcançar essa tão esperada medalha de ouro".

- O bronze é um resultado muito bom para o nosso País, que tem pouco investimento em esporte além do futebol. O nosso país não tem essa cultura de investir tanto em esporte. Tivemos muitas dificuldades e muito dos atletas são pobres e não temos condições de viajar para competir pelo mundo e mesmo assim a gente conseguiu chegar. O que mostra que vale muito a dedicação, força de vontade e buscar o que você quer. O atleta de alto nível tem que ser crítico e tentar melhor. Estar na final do mundial é muito difícil e o mérito é de todos os que conseguiram. Conquistar uma medalha então, não é para qualquer um. Ser a terceira melhor do mundo é estar entre as melhores do mundo e é um resultado muito bom, não só para mim e sim para o País, para o Poomsae e o Taekwondo brasileiro. 

Antes de finalizar a entrevista, Manoela comenta as adversidades da modalidade e a importância da campanha brasileira para a valorização da categoria.

- O Poomsae é uma modalidade um pouco apagada, não só no Brasil, vemos isso em outros Países, com o mesmo problema. Este resultado faz com que o poomsae cresça cada vez mais e a gente está crescendo muito. Estamos com cada vez mais bons atletas. Quando eu comecei, as equipes eram pequenas e a seleção tinham poucos atletas. O trabalho que o Mestre Evandro iniciou teve grande crescimento no poomsae e com os resultados fazem com que as pessoas tenham mais esperança e coloca um sementinha nos novos atletas. A gente viaja agora e a seleção é enorme, com várias categorias, com atletas de peso em todas as categorias. Essa medalha é importantíssima para continuar o crescimento do poomsae no nosso País – finalizou Manoela.


Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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